quarta-feira, 12 de setembro de 2012

RELATÓRIO DE PESQUISA


Antes de iniciar qualquer trabalho, devem ser incluídas as perguntas:
- Por quê? Por que escolheu esse tema? Qual a importância e interferência na vida (justificativa)?
- Com quem? Definição da amostra, quando a pesquisa for realizada com pessoas (por exemplo, em Índices de qualidade de vida/análise de investimentos... pesquisas biológicas ou por materiais ou produtos diversos.
-Responsabilidade social: O planeta já não suporta mais ações puramente centradas nos ganhos de capital econômico.
-Os pilares da sustentabilidade: devem ser o eixo transversal da pesquisa, com profundo olhar nas questões de impacto ambiental e social.
 
Planejamento da Pesquisa
Uma forma simplificada e acessível de planejar pesquisas e projetos é sugerida por Moraes e Ramos (1988), a partir de quatro perguntas básicas:
- O quê?
 O que será investigado? Ou seja, qual é o problema? Qual o objetivo da pesquisa?
. Quais os subproblemas ou questões de pesquisa?
. Quais os objetivos?
. Qual a justificativa?
. Quais os pressupostos teóricos?
. Qual o tema?
. Quais as hipóteses e suas variáveis?
- Como?
Como se pode resolver o problema?
Que metodologia será utilizada?
. O que será feito para solucionar o problema?
. Como serão coletados os dados ou informações?
. Serão feitas entrevistas? Observações? Questionários? Medições?
. Qual será a população? Qual a amostra?
. Que instrumentos serão utilizados? De que forma?
. Que atividades serão realizadas? Em que seqüência?
. Como serão trabalhados e analisados os dados? 
- Com quê?
Com que recursos?
O que é necessário para a execução das atividades previstas?
. Que recursos materiais serão necessários?
. Que recursos humanos serão necessários?
. Que recursos financeiros serão necessários?
. O projeto é viável em função dos recursos?
-Que impactos sociais e ambientais poderá causar?
- É preciso reformular?
 
- Quando?
No planejamento da pesquisa, é importante fazer uma previsão do tempo em que serão desenvolvidas as atividades, definindo um cronograma.
. Qual o tempo total previsto para a realização da pesquisa?
. Qual o tempo destinado a cada etapa e atividade do projeto?
. Como se distribuem as atividades no tempo?
. Qual o cronograma?
. O projeto é viável no tempo previsto? É preciso reformular?
 
2. Relatório da Pesquisa Investigatória
Depois de concluída a investigação, é preciso elaborar o relatório, que deve ser adequado ao nível do pesquisador. No nível mais simples, pode ser orientado também através de quatro perguntas básicas:
O que foi investigado? O problema da pesquisa
Como foi resolvido o problema?
Metodologia utilizada
Que informações foram obtidas?
Dados conseguidos através da investigação
 
RELATÓRIO DA PESQUISA
Deve transmitir uma idéia clara e concisa do que foi desenvolvido.
FOLHA DE ROSTO: Contendo indicação do Eixo Tecnológico e o
Título da Pesquisa, além dos nomes dos autores, professor orientador
 e  ou co-orientador, Instituição, Rede a que pertence e Cidade.
DEDICATÓRIA (optativo)
AGRADECIMENTOS (optativo)
RESUMO DO PROJETO: Mínimo de 200 e máximo de 250 palavras
SUMÁRIO: Relação dos capítulos e sub capítulos do relatório e as
respectivas páginas.
1- INTRODUÇÃO: descrição inicial do tema, local e período de
realização, relevância
da pesquisa, apresentação dos capítulos seguintes.
2- OBJETIVOS: metas estipuladas para a realização da pesquisa.
3- JUSTIFICATIVA: importância e viabilidade do desenvolvimento da
pesquisa.
            Qual a conclusão? Resposta ao problema
4- REFERENCIAL TEÓRICO: embasamento teórico utilizado na
pesquisa.
5- METODOLOGIA: descrição detalhada da pesquisa, dos materiais
 utilizados, população e amostra, etc.
5.1: CRONOGRAMA
5.2: CUSTOS
6- RESULTADOS: descrição detalhada dos resultados encontrados e
 esperados.
7- CONCLUSÕES: considerações finais sobre o desenvolvimento e
 os resultados da pesquisa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: bibliografia utilizada para o
embasamento científico.
ANEXOS: itens que são complementares ao trabalho, mas não
essenciais para a compreensão do relatório. 
       O relatório pode ser escrito com um detalhamento maior. O fundamental é que exista coerência entre a questão que foi proposta na investigação (problema), os procedimentos utilizados para respondê-la, a análise dos resultados (metodologia) e a resposta que foi encontrada (interpretações e conclusão).

terça-feira, 26 de junho de 2012

O Analfabeto Político


Por que participar da política?

Artigo sobre a participação política - a política para o jovem e para a nossa vida - O analfabeto político (Bertolt Brecht)
Nove entre dez jovens consideram a política uma atividade para espertalhões que ganham uma fortuna para enganar o povo. Eles não deixam de ter alguma razão. De fato, pode-se contar nos dedos os políticos que se devotam realmente ao serviço do povo.
A reação normal de quem tem essa visão negativa da política é ficar fora dela. No máximo comparecer para votar, uma vez que o voto é obrigatório. Apertou o botão da urna eletrônica, tchau! Sair voando sem saber até o nome do candidato em quem votou.
Esta atitude é a que mais interessa aos malandros da política, pois o desinteresse leva à ignorância política e esta é um prato feito para quem deseja praticar falcatruas com o mandato popular.
Nestas alturas, sei que o jovem leitor está me questionando: “OK. Você diz que eu devo me interessar pela política. Mas o que eu perco não tendo o menor interesse por ela?”. Boa pergunta, que merece uma resposta por partes: quem são os políticos; o que fazem; como os safados prejudicam os cidadãos; como se pode evitar isso.
Quem são os políticos?
A palavra político, na linguagem comum das pessoas, designa os homens e as mulheres que ocupam cargos no Estado: vereadores, deputados, senadores, secretários de estado, ministros, governadores e Presidente da República. Essas pessoas - são milhares delas em todo o Brasil - têm o poder de influenciar na atuação dos órgãos do estado brasileiro. Participam da elaboração das leis; da distribuição do dinheiro arrecadado com os impostos; da gestão das empresas do Estado; da fiscalização do funcionamento das repartições públicas que prestam serviço à população (SUS, hospitais públicos, delegacias de polícia etc.).
Suspenda agora a leitura do texto e veja se consegue identificar uma única atividade da sua vida inteiramente fora do âmbito da política.
Não me venha com o argumento de que o Estado não interfere na sua fé religiosa, nas suas leituras, no seu pensamento. Interfere e muito. O Estado tem uma delegacia para fiscalizar os cultos religiosos, e outra para manter a ordem política e social - esses órgãos acompanham a atividade de padres, freiras, pastores, pais e mães de santo, militantes de pastorais etc. E abrem processos contra aqueles cuja pregação afeta a ordem estabelecida. Além disso, o Estado censura livros; peças de teatro; filmes. E fixa, através de suas políticas econômicas, o preço desses produtos. Quantas vezes você quis ler um livro, assistir a uma peça teatral e não pôde por causa do preço?
Finalmente, não é exato que você tenha uma liberdade absoluta de pensar. Você pensa com a informação que chega ao seu cérebro. Ora, é o Estado que controla - às vezes abertamente, às vezes indiretamente - toda a informação que chega até você.
Estar junto para entender
Não tenha, pois, nenhuma dúvida: você perde muito, direta ou indiretamente, quando o Estado está nas mãos de pessoas incompetentes ou desonestas, pois, de algum modo, você está sendo prejudicado.
Daí a necessidade de interessar-se pela política, de aprender o suficiente para entender como ela funciona e de tomar parte efetiva na escolha dos governantes.
Não é fácil atender a essa necessidade. A política é uma atividade bem complicada e quem participa dela sem o conhecimento adequado corre sério risco de ser enganado. Por isso o primeiro passo para participar consiste em entender seu funcionamento.
Ninguém consegue entender de política sozinho. Não adianta ler jornais e acompanhar os noticiários e comentários da rádio ou televisão. São todos enviezados. O jeito é formar um grupo para ampliar as fontes de informação e para dispor de opiniões diversas a respeito do significado das informações recebidas.
O grupo não irá muito além das pernas se não se dedicar à leitura de livros teóricos que explicam o funcionamento da sociedade e, portanto, dos partidos políticos. É através da leitura desses livros que você aprenderá a distinguir os políticos fisiológicos (que buscam apenas satisfazer seus apetites por dinheiro, prestígio ou poder) e os políticos ideológicos (os que fazem política por convicção). Conhecendo as ideologias, você pode optar pela que mais se aproxima dos valores que considera importantes. Isso lhe fornecerá um critério para participar inteligentemente do processo político.
Plínio Arruda Sampaiopolítico, dirigente do Programa da Terra (Proter), São Paulo, SP.
Artigo publicado na edição nº 406, jornal Mundo Jovem, maio de 2010, página 5.

O analfabeto político (Bertolt Brecht)

  • O pior analfabeto é o analfabeto político.
    Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
    Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha,
    do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
    O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo
    que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política,
    nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

    Que sentimentos este texto do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht desperta em nós?